O Sindicato Rural de Tarauacá e a Associação dos Produtores Rurais de Tarauacá, liderados por Zé Filho, reuniram-se com autoridades regionais para cobrar ações e resultados práticos em relação à regularização fundiária rural em Tarauacá. O evento ocorreu na Câmara Municipal de Tarauacá e contou com a presença de vereadores, a presidente do Instituto de Terras do Acre (Iteracre), Gabriela Câmara, e a imprensa.
Durante a reunião, Zé Filho iniciou sua fala de forma pontual: "Nós precisamos entregar resultados, presidente. Não temos mais tempo nem paciência para esperar conversas fiadas". O presidente da associação dos produtores rurais e do sindicato rural de Tarauacá explicou que há problemas arrastando-se desde 2014 que precisam ser solucionados.
Zé Filho abordou a questão dos produtores rurais que estão sendo expulsos de suas colônias, pois os donos dos seringais estão vendendo a terra para crédito de carbono, o que não gera nenhum resultado positivo para o município, nem gerando alimentos, nem na produção, nem gerando impostos. "São mais de 400.000 hectares de terras que estão sendo impedidos de produzir. Os produtores que estão sendo obrigados a sair são aqueles que trazem alimentos para manter a cidade e geram empregos na zona rural. Falam que vão regularizar essa situação, mas como? Essas terras são particulares, nenhuma instituição pode se meter. Sabe o que nós temos que fazer? Nos unir e trazer o governo e essas instituições para desfazer reservas criadas onde tem BR e viabilidade econômica, porque não se justifica uma reserva com 100 quilômetros de frente, do Acuraua ao Liberdade, na beira da única BR que temos", afirmou Zé Filho.
Zé Filho explicou que essa reserva já está ocupada, mas as pessoas que vivem lá não têm condições de produzir devido à falta de ações do poder público. O presidente pediu providências à presidente do Instituto de Terras do Acre (Iteracre), Gabriela Câmara.
Outro ponto levado por Zé Filho foi a questão de mais de “600 produtores da Morungaba que em 2014 receberam títulos frios, para eleger um governo, e até hoje não foram regularizados, somente por falta de empenho, pois já tem os marcos, já está tudo lá, só falta uma ação do Interacre.”
Por fim, Zé Filho pediu ações para uma área de pasto que agora pertence ao estado, próximo ao Gregório. "Eu quero saber do Iteracre qual a posição dele sobre essa área de pasto, se vão dividir para os produtores, quando o governo vem, qual o projeto pra lá? Pois nós pedimos para continuar a ocupação, e já está cheio de gente lá. E a gente quer saber como o Iteracre vai fazer?", questionou Zé Filho.
Gabriela Câmara, presidente do Instituto de Terras do Acre (Iteracre), agradeceu a Zé Filho por levantar essas questões importantes e se comprometeu a voltar ao município com sua equipe para apresentar soluções para os problemas apresentados. "Dia 5 de abril, eu estarei aqui no Juruá com minha equipe e uma proposta de solução para os problemas que o senhor me apresentou. Está combinado? O senhor nos dá esse voto de confiança?", afirmou Gabriela Câmara.



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