A produção rural em Tarauacá, no estado do Acre, tem sido cada vez mais incentivada pela Associação dos Produtores Rurais de Tarauacá e pelo Sindicato Rural de Tarauacá, instituições que existem desde 1976 e 1981, respectivamente. Essas entidades abraçam diversas causas, incluindo a continuação da ocupação de uma reserva estadual localizada às margens da BR 364, no sentido Tarauacá a Cruzeiro do Sul.
Recentemente, no dia 20 de março, as instituições realizaram uma grande reunião com os produtores rurais que estão ocupando a área, na sede da Associação dos Produtores Rurais e do Sindicato Rural de Tarauacá. O presidente das instituições, Zé Filho, enfatizou o grande potencial produtivo da região e destacou que Tarauacá tem vocação produtiva. O município já foi campeão em produção de arroz, feijão e milho, além de ter o maior rebanho do Vale do Juruá.
Zé Filho explicou que sua vida foi transformada graças à produção rural, o que o motiva a ajudar outros conterrâneos a melhorar de vida através dessa atividade. Com base em sua experiência, ele afirmou que estão estimulando o crédito, a capacitação e diversos outros serviços que as entidades oferecem.
A questão da continuação da ocupação da reserva estadual foi abraçada por Zé Filho, que questionou a necessidade de manter uma reserva em uma área produtiva. Ele argumentou que não há justificativa para a reserva na beira da única BR que existe, com mais de 100 quilômetros de comprimento. Segundo ele, vários seringais estão sendo vendidos para crédito de carbono, o que não traz nenhum benefício para o município e para os cidadãos. Os produtores que viviam na área estão sendo impedidos de continuar suas atividades, assinando termos e sendo obrigados a deixar a propriedade. Zé Filho ressaltou que a reforma agrária é responsabilidade do governo e que as entidades não incentivam a invasão de áreas particulares. A área ocupada já estava sendo usada de forma desorganizada há anos e agora está sendo ocupada de maneira organizada, com projetos para futuros ramais e tamanho de propriedades com coordenadas geográficas.
Zé Filho reforçou que o objetivo é tirar terra para produzir e que as entidades não praticam grilagem. O trabalho é feito dentro de toda a legalidade, pois a produção é uma questão social. A importância da ocupação é notável, uma vez que a produção rural é uma questão social que afeta toda a região.
A área ocupada tem mais de 100 quilômetros de comprimento e está em detrimento da realidade de hoje. Por isso, é importante que o governo atue em favor da produção rural e desfaça a reserva para dar a terra aos produtores que lá estão, com todo o critério necessário para garantir que as pessoas possam produzir em paz.
A pauta principal das entidades é ocupar e reivindicar do governo a questão de desfazer a reserva, para dar o título definitivo para quem quer produzir.



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